OBRAS.

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Mestres da Língua Portuguesa

Gil Vicente

Estava no apogeu da sua História o reino de Portugal, na extremidade ocidental da Europa, frente ao oceano Atlântico. Ao cheiro da canela despovoava-se pois muitos dos seus homens rumavam para o oriente em busca de riqueza fácil. Na corte, entretanto, tinha sido acolhido um genial dramaturgo que, começando por fazer representar autos de devoção, ao gosto de uma rainha sua protetora, depois começou a criar também farsas em que retratava a sociedade do seu tempo e em que criticava membros de todas as classes sociais, sobretudo ligados à Igreja. A Europa estava a viver uma transição entre a Idade Média e o Renascimento, sendo postos em causa muitos poderes e muitos saberes herdados do passado.

O teatro começou com aquele protegido da corte a dar os primeiros passos naquele reino que fazia navegar as suas armadas nos oceanos. Além de autor, era ele também que se ocupava das músicas, da encenação, dos guarda-roupas, de tudo o que envolvia a dramatização das suas criações, que, em muitos casos, tinham um fundo lírico. Na verdade, mais do que um homem do teatro, ele era um poeta, e com as suas peças levadas à cena durante mais de três décadas conseguiu fazer subir aos mais altos céus e descer à mais pura realidade aqueles que assistiram à sua representação. Sério, cómico, sonhador, realista, devoto, crítico social, observador implacável de diferentes tipos humanos, poliglota, culto, criador genial, deixou o seu nome ligado à génese do teatro no reino onde era uma mistura de pedagogo e de animador cultural da corte.

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