OBRAS.

António Aleixo

Mestres da Língua Portuguesa

António Aleixo

Num Reino onde o clima era ameno e a natureza acariciava os sentidos, um homem quase analfabeto, nascido num meio pobre, tinha o grande dom de tocar guitarra enquanto dizia, de um modo conciso, as quadras mais surpreendentes e ricas de conteúdo que se possa imaginar. Para sobreviver, apascentava gado, tinha sido servente de pedreiro num país estrangeiro para onde emigrara, fora polícia, vendia cautelas, gravatas, multiplicara-se por diferentes ofícios.

Era, no entanto, na poesia, e em particular na improvisação de quadras, que se revelava a sua alma de poeta popular, tendo começado ceda a cartar as «janeiras» de porta em porta e a familiarizar-se com o mundo dos versos e das rimas.

O seu talento foi descoberto no meio restrito do seu Reino, reuniram-se em livro as suas melhores poesias, foi internado num sanatório, numa cidade distante, pois foi-lhe diagnosticada tuberculose, de que havia de morrer. Mas antes teria ainda a oportunidade de compor preciosas peças de teatro, em verso, que revelavam o seu profundo conhecimento da natureza humana e da realidade do mundo.

Morreu pouco conhecido, e só mais tarde foi reconhecido o seu valor, podendo ser considerado o maior poeta popular do seu país.

⮌ Obras.

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